Sempre
ouvi a frase “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço!” É a típica
desculpinha de quem age incoerente com o que prega. Penso até que a dita
sentença poderia ser alterada para “Faça só o que eu mando, porque eu não faço
o que eu digo que faço!” Confuso, não é mesmo? Imagine pra quem está sendo
liderado por uma pessoa que tem essa frase como síntese da sua prática de
liderança!
Dizem:
“Leia!”, mas quem diz não lê! Mandam: “Escreva!” , mas quem manda reclama por
ter que fazer a redação na prova do concurso! Pior: “Fale o português
corretamente!”, mas diz “ pra mim mandar” ou “ eles não presta atenção”! Se
estou sendo advogada do diabo? Estou sim. Como exige dos discípulos comprometimento,
se também não é capaz de cumprir os prazos estabelecidos? Que ousadia é essa de
apontar o dedo e dizer “o moleque não leu a questão” se também não leu as
instruções sobre como aplicar o currículo? Que coragem é essa de “julgar o
livro pela capa”, sem esmiuçar o seu conteúdo, sem ao menos ter aberto o seu
manual de trabalho? Opinar mas sem apresentar argumentos sólidos, coerentes e fundamentados
é falácia! Pura falácia!
Mais
do que isso: hipocrisia! Sim, hipocrisia na sua mais verdadeira e fiel
significação! Prega-se uma atitude, mas comporta-se diferentemente; prega-se a
virtude, mas pratica-se o vício; fala uma coisa, mas faz outra. E assim,
voltamos para o início: “Faça o que eu mando, e eu faço o que eu quero!”
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